Alimentação e emoção: eles têm tudo a ver!

06/05/2019

Alimentação e emoção têm a ver? Sim, e muito!
Quem garante é a psicóloga da Unimed Caroline Bezerra, que durante a palestra “Alimentação: Uma Forma de Expressão dos Sentimentos” a colaboradores do Grupo Águia Branca, relacionou nossa relação com a comida e provocou uma profunda reflexão no grupo. A iniciativa é parte de um programa de saúde interno do Grupo Águia Branca, o Cuidar.

Confira abaixo nosso bate-papo da profissional de saúde.

É verdade que muitas vezes comemos não para satisfazer uma necessidade fisiológica, mas sim para satisfazer o stress, a ansiedade, a compulsão…

Caroline Bezerra – É verdade, sim! O comportamento de comer, além de nos satisfazer fisiologicamente, gera uma sensação de bem estar, visto que nosso mecanismo de recompensa é acionado por meio do cérebro. Assim, todo o corpo experimenta a sensação do prazer em se alimentar. Então, quando estamos experimentando emoções negativas – estresse, ansiedade e tristeza, dentre outras – nosso corpo “se lembra” da boa sensação de comer e busca o alimento como forma de aliviar esse sentimento negativo. O comportamento compulsivo é consequência dessa relação, é um processo de aprendizagem do nosso corpo, que está emocionalmente em desequilíbrio, e aí busca o alimento numa quantidade ainda maior e sem razão fisiológica para o mesmo.

Qual a relação que existe entre nossos sentimentos e nossa alimentação?

A relação entre nossos sentimentos e nossa alimentação é aprendida em nossa história de vida. A partir do momento que passamos a utilizar o alimento como forma de diminuir os efeitos negativos das emoções, esse comportamento é selecionado pela consequência positiva de comer e pronto! Dessa forma, a maneira que comemos e os alimentos que escolhemos apontam muitas vezes uma necessidade emocional de sentir prazer, de se reequilibrar.

É possível dizer que a ansiedade é um dos grandes desafios dos novos tempos?

Sim! Não pela sua existência, pois é uma emoção e, portanto, sempre existiu. Além disso, precisamos entender que a presença da ansiedade é sinal para algo que precisamos cuidar – seja ao nosso redor ou no nosso mundo interno. Mas o grande desafio é compreender o que tem nos causado a ansiedade e mudar a relação com esse estímulo. E além disso, utilizar estratégias para cuidar de nosso corpo diante da presença de ansiedade.

Quais os malefícios da ansiedade para a qualidade de vida?

O excesso de ansiedade e a ansiedade que fica “acumulada” a longo prazo gera estresse, sobrecarga física e emocional. Dessa forma, esse organismo em desequilíbrio tende a se tornar apático, desmotivado, com dificuldades em se relacionar com o outro – e principalmente – resolver os conflitos e problemas que têm causado a ansiedade. É diante desse desequilíbrio que muitas vezes buscamos o alimento como forma de compensar, de buscar o prazer. E assim abre-se um ciclo de geração de mais ansiedade e mais buscas pelo alimento, por exemplo.

Como as pessoas podem vencer esse desafio e voltar a comer apenas para satisfazer uma necessidade fisiológica?

Precisamos cuidar de nossa saúde emocional! Precisamos fazer auto-observação: estar atentos aos sinais do nosso corpo, identificar nossas emoções, as causas dessas emoções e buscar estratégias – algumas já comprovadas cientificamente e outras subjetivas – que diminuam nossas tensões e estresse, que nos faça sentir emoções positivas, aumentando nossa autoestima e gerando prazer de uma forma positiva.

Algumas estratégias já comprovadas envolvem a prática de atividade física, o estabelecimento de vínculos positivos, a realização de atividades de lazer, entre outras. Em Psicologia Positiva já foi comprovado os benefícios da vivência e a prática da gratidão – a contemplação daquilo que há de positivo em nossa volta e a expressão da gratidão! Mudar nosso olhar, buscando o que há de positivo também envolve o bom humor: sorrir traz benefícios físicos, emocionais e nas relações interpessoais – quem não gosta de estar com alguém bem-humorado? O sorriso contagia!

Agora, se percebemos que algumas estratégias não têm trazido resultados e as consequências desse desequilíbrio estão grandes para nossa vida precisamos buscar um profissional que nos auxilie nessa busca de autoconhecimento e mudança de hábitos.

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