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Contador de sua pr—ópria histó—ria

16/05/2016

Aylmer Chieppe viveu uma noite especial nesta terça-feira, 10 de maio. Um dos fundadores do Grupo Águia Branca, ao lado dos irmãos Vallecio e Wander, e presidente do Conselho de Acionistas da empresa, o empresário foi o convidado da Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo) para uma nova edição do Projeto Contando Histórias, cujo objetivo é resgatar a história do Estado por meio de relatos de importantes personalidades capixabas. O bate-papo entre ele e seus convidados aconteceu na própria Findes.

Mais de 100 pessoas compareceram ao evento, entre autoridades, familiares e amigos do homenageado, e diretores do Grupo Águia Branca. Todos interessados em ouvir um pouco mais sobre a história da empresa, nascida em Duas Vendinhas, no município de Colatina, e que se tornou um dos maiores grupos do País, e do próprio Aylmer, que em pouco menos de uma hora falou sobre sua trajetória profissional, os “segredos” do sucesso da companhia e contou, ainda, alguns casos engraçados que permeiam seus 70 anos.

Mal havia começado sua “conversa” com os convidados, ele relembrou a felicidade da primeira promoção – era cobrador do ônibus da empresa e dois meses depois se transformou em para motorista – e citou o irmão Vallecio, que faleceu dia 9 de abril, como o grande líder do Grupo Águia Branca.

Ele falou, ainda, sobre os 10 anos que viveu em Governador Valadares (MG) e que definiu como “promissores” e de como conheceu a sua mulher, Maria Luiza.

Aylmer capaAylmer falou da fórmula usada pelos executivos da empresa para fugir do ditado “pai rico, filho nobre, neto pobre”. “Queríamos que nossa história fosse diferente da maioria das empresas que passou por esse tipo de problema. Como queríamos longevidade, fomos buscar aquilo que era necessário para garantir a perenidade da empresa. E se levarmos em conta que o Grupo Águia Branca está completando 70 anos, podemos dizer que fizemos nosso dever de casa direitinho”, avaliou.

Muito à vontade no papel de contador de histórias, Aylmer Chieppe ainda deu uma dica ao público presente. Segundo ele, o grande segredo das organizações de sucesso no mercado é o plano de sucessão que elas desenvolvem. “Nós tivemos muito cuidado em fazer o nosso e já estamos com a sucessão definida até 2030. E posso garantir que estamos bem servidos de sucessores”.

Sobre a crise econômica que freou investimentos e deixou o País num momento de inércia, o acionista recorreu à resiliência e ao otimismo. “Nossa história é marcada por muito trabalho e nesses 70 anos passamos por muita coisa. Sabe o que aprendemos? Que tudo passa, tanto os momentos econômicos bons quanto os ruins. Então, a saída neste momento é ter paciência”, sugeriu.

Antes de encerrar sua participação como 18º contador de histórias do projeto, que está em sua segunda temporada, Aylmer Chieppe agradeceu ao público presente e deixou uma mensagem que lhe valeu uma calorosa salva de palmas.

“Estou surpreso com tanta gente importante que veio aqui me ouvir. Quero, portanto, agradecer a cada um de vocês”, disse, encerrando a seguir. “Herdamos valores de nossos pais e o mais básico de todos chama-se respeito, a tudo a e a todos. Aprendemos dentro de casa que quando você empenha sua palavra tem que cumpri-la, com ou sem documento por escrito”.

No encerramento do evento, ele recebeu das mãos do presidente da Findes, Marcos Guerra, uma obra de arte do artista plástico Penithência que representa o contador de histórias.

Sobre o projeto
O Projeto Contando Histórias, é realizado pelo Centro da Indústria do Espírito Santo (Cindes), entidade do Sistema Findes, e dentre os capixabas que já passaram pelo palco do evento estão Arthur Carlos Gerhardt dos Santos, Gerson Camata, Camilo Cola, Cariê Lindenberg, Cecília Milanez, Sergio Rogerio de Castro e Hilda Cabas.

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